segunda-feira, 6 de março de 2023

Lembranças

 

Não quero viver no passado

nem viver de passado

mas 

você não sai da minha cabeça

tudo tudo tudo que vivemos

não consigo parar de pensar ...

O nosso primeiro encontro

No cinema em Botaofgo ...

A conversa estava ótima.

O Sonho de valsa e a serenata de amor

Que você me deu e como não os comi na hora

Você pegou um deles e comeu

Eu fiquei pasma

Você acabara de me dar os bombons

E vai e come um só porque não o comi?

Enfim, até ai , eu estava me “derretendo de amores“ por você

Mas, você achou que ia conseguir um beijo

Só porque me deu chocolate

Ou achou que seu charme bastava para ganhar o meu coração?

Eu havia dado a minha palavra para mim mesma, sim, me dei a palavra pois não acredito em promessas ou juramentos.

Então, eu dei a minha palavra para mim mesma que não ia beijá-lo no nosso primeiro encontro.

Até aí, eu estava mantendo a minha palavra.

Chegou a hora do filme e fomos para a sala de cinema.

Não lembro exatamente a hora que você tentou me beijar

Tentou sim, lembra que eu ofereci meu rosto e você o beijou

Mas

Ao sentir a sua boca na minha bochecha

Eu me “derreti” de vez e não pude resistir

Seus lábios pareciam ser divinos

E, foi ai que eu te beijei

Confesso, foi divino mesmo

E, todos os beijos seguintes os foram

A partir dessa sexta feira treze de dois mil e nove

Não íamos nos desgrudar mais

Até eu ter as minhas crises de autopiedade

E achar que não o merecia e acabar nosso relacionamento

Mas passava um tempo e meu coração gritava pelo seu nome

E, eu o procurava e você me aceitava de novo em seus braços, que eram o meu lar.

Eu nuca vou estar tão em casa como eu estava em seus braços.

E, é um dos motivos que mais me arrependo.

Eu me arrependo de não ter dito o terceiro "Não!", ou quantos “não” fossem necessários dar ao passado. Mas, não consegui dar o terceiro “não”. E, eu me arrependo disso.

Eu me arrependo de não ter lhe dito que estava de conversa com o passado, que eu estava lhe traindo. Eu sei, eu fui covarde e imatura. Eu fui leviana e infantil.

Mas, eu não lamento a nossa história de amor, sim, foi amor o que eu senti e sinto por você. Você tem todo o direito de duvidar e de me questionar, porém, foi amor o que vivemos juntos por quase oito anos. Oito anos de um amor mais forte que um tufão, tão poderoso quanto um ciclone e tão lindo como um trovão. Sim, nosso amor foi um fenômeno. Os astros se alinharam e o universo conspirou ao meu favor, só ao meu favor, porque eu acredito que para você tenha sido devastador como um furacão. Eu não queria ser assim tão intensa contudo, é como eu sou e eu já melhorei muito e se melhorei muito eu devo boa parte a você.

Com você eu aprendi a observar e saber quando e como falar, saber me calar foi uma das coisas mais difíceis. Entretanto, o mais difícil mesmo foi segurar a minha raiva, mas eu tenho segurado muito a minha “onda” e não tenho demonstrado a minha raiva, apesar de sentir e sentir muita. Só que até nesse momento, eu lembro de você, como você nunca demonstrou raiva e sempre se portou como um lorde e, isso era umas das coisas que me fez me apaixonar por você, seu cavalheirismo. Eu lembro de como você era protetor, cuidadoso e atencioso . Quando nós andávamos pelas ruas esburacadas desse nosso lindo e mal cuidado Rio de Janeiro, você me apontava os buracos e as depressões das calçadas, porque sabia que eu era distraída e podia tropeça ou até mesmo cair. Eu sempre pude contar com os seus cuidados. Até quando eu passei mal e estava pondo “os bofes”  “para fora”, você entrou no banheiro , e eu falei com vergonha para você sair e você simplesmente pegou uma toalha umedeceu, levantou meu cabelo e pôs a toalha no meu pescoço e ficou ali até todo o mal estar se esvair de mim. Nunca ninguém havia cuidado de mi assim. Eu lembro de pequenos detalhes. E, lembro da simples e singela rosa vermelha que você me deu ao me pedir em namoro na Praça Saens Pena. Aquela rosa mudou as nossas vidas. Claro que eu disse “sim”, como você pode ficar nervoso e preocupado se eu ia dizer outra coisa?  Tantas lembranças ...

Eu lembro em Petrópolis que você ia sempre na frente como se correndo por estar atrasado para um compromisso muito importante, enquanto bem atrás tirava foto das flores, das borboletas e do céu. Era o único momento que me lembro de você impaciente. Mas, era fofo, era até engraçado como você ficava irritado comigo só porque eu queria tirar foto de tudo que eu achava belo. Afinal, estávamos aproveitando um lindo fim de semana na bela Petrópolis, qual a pressa? Também lembro da viagem que já começara mal antes mesmo de acontecer. Os seus amigos resolveram viajar todos juntos e você se animou e eu claro, fiquei animadíssima.

Ainda mais que eu sempre adorei seus amigos e amo viaja, juntando os dois só poderia ser maravilhoso. Enfim, no início, inicio mesmo, não havia problema nenhum, Eram eu , você, mais um casal e uma amiga, Até ai, perfeito. Pois, a casa tinha dois quartos com camas de casal e um quarto com bicamas. Nenhum problema até que outro casal resolver ir, mas além de ser mais duas pessoas ainda tinha o filho desse casal que resolveu bem em cima da hora participar da viagem, Ai é que “o bicho pegou”. Porque eu não estava entre os meus amigos, certo? Então, precisava de privacidade para ir ao banheiro e não compartilhá-lo com os seus amigos. Tinha o agravante de eu já ter parado no hospital e você estava comigo, então sabe como foi grave, me viu at´´e de fralda .... Lembra? Eu tive infecção renal e você dormia comigo no hospital? Enfim, foi ai que eu deveria ter sido mais enfática ou nem ido para viagem com os seus amigos, afinal, não os meus amigos, eram seus, não é mesmo?

Mas, eu te falei que eu precisava ficar em uma das duas suítes visto que eu ia muito ao banheiro ... Depois da infecção renal eu morria de medo. Bem, quando fora ver quem ficava em qual quarto, você ao invés de explicar que era muito importante que ficássemos em uma das suítes por eu ter histórico médico de infecção urinária que evoluiu para uma infecção renal, não, você não se esforçou nem fez nenhuma questão da gente ter privacidade e um banheiro só nosso. Eu tive que quase desistir de ir pra você entender a gravidade do que u falava. Parecia ter esquecido que me viu de fralda no hospital porque eu não segurava a urina ...

Enfim você tomou uma atitude ao meu favor, até me surpreendi porque você sempre ficava do lado dos outros, nunca do meu lado.

Você falou que era importante, muito importante que ficássemos numa das suítes por eu ter problemas de saúde, todos sabiam que eu havia parado no hospital, tanto é que até perguntaram na ´poca se eles podiam me visitar. Eu só não quis por estar de fralda e obviamente muito envergonhada. Voltando para viagem com os seus amigos ... Finalmente você ficara do meu lado e conseguiu que ficássemos na melhor suíte, a que ficava embaixo da casa, ao lado do estacionamento. Para mim era o melhor quarto porque ficava afastado de certa forma da casa. Tínhamos mais privacidade por não estarmos dentro da casa. A viagem só não foi excelente, porque o filho dos seus amigos ficou me chutando na viagem ... Eu sem graça, pedi para ir com você e o seu amigo no carro dele. A única questão, era o calor, o carro não tinha ar condicionado e estava “um calor dos infernos”. Mas, o seu amigo me ofereceu um ventilador portátil a pilha. Foi a salvação.  Chegando enfim ao nosso destino, fomos ver os quarts. Assim, que eu vi que uma das suítes ficava fora da casa eu fui correndo te falar que era lá que íamos ficar.

E, graças aos seres sagrados que foi exatamente onde ficamos.

Porém, os problemas não haviam acabado. Claro qe não.

Quando fomos para a cachoeira, a trilha era muito complicada, parte do caminho era muito estreito e um dos seus amigos além de ter um filho pequeno (o que ficou me chutando durante parte da viagem, me fazendo ter que mudar de carro e sair do ar condicionado) ainda era obeso, logo teve mais dificuldade de passar por esta parte do caminho. O que fez com que você entendesse minha impaciência e pedisse para que fossemos na frente deles.

Eu não me aguentava de calor, eu estava com muito medo da minha pressão fica mais baixa do que já era e você mais uma vez parecia ter se esquecido disso. Eu tive que relembrá-lo da minha pressão baixa e que pelo calor que fazia, o risco de eu desmaiar era grande.

Finalmente chegando na cachoeira, eu fiquei tão feliz que por um momento eu pude apreciar a viagem com os seus amigos.

Apesar de você parecer outra pessoa ao lado deles. Você parecia diferente porque eu podia sentir você meio que esquecer dos meus problemas e isso te fazia ser desatento as minhas necessidades, o que nada tinha a ver com você, visto que você sempre foi sempre tão atencioso e cuidadoso comigo.

Enfim, a cachoeira estava maravilhosa. Seu amigo esquecera o protetor solar e pediu o meu emprestado, beleza, tudo bem, emprestei de boa. Mas, quando ele devolveu estava todo lambuzado, Fiquei irritada e reclamei a falta de cuidado e você claro, me achou errada. Gente, eu nunca lambuzei um protetor solar ao usá-lo, qual a dificuldade em deixa-lo sem resquício de protetor solar?  Na volta, fiz questão de ir com as duas meninas, assim não ia ter nenhuma criança me chutando, nem eu derreteria de calor . Eram as opções, ou ir no carro com os dois casais e uma criança má educada a beça ou ir no carro  do seu amigo sem ar condicionando.  A volta foi ótima, as meninas estavam apaixonadas, era bonito de se ver. Já de volta na casa, fomos cada um para os seu quartos, Eu vi que você estava doido pra tomar banho e eu estava de boa, então, “deixei” você tomar banho primeiro.

Você reparou que a janela do box estava quebrada e apareceu uma mariposa, por mim, só seria um problema se aparecesse uma barata ou besouro. Uma mariposa não ia ser problema.  

Após tomarmos nossos banhos (separados porque o box só dava uma pessoa. ... ) subimos para casa e fomos ajudar nos preparatórios do jantar. Um dos casais estava na cozinha preparando a comida, enquanto nós e os outros tirávamos as coisas da mesa e pegávamos toalha de mesa, pratos, talheres, copos  e bebidas. Depois do jantar, que estava uma delícia, uma bela macarronada, resolvemos jogar cartas. Eu desci para pegar os meus baralhos. Estava tudo ótimo, até o moleque se meter no jogo, carraca, haja paciência!!!!! O menino era muito, mas muito mal educado.

Estragou o jogo. Tivemos que parar. O que mais me irritou, foi que um dos seus amigos , o padrinho do garoto, achou legal pegar o meu baralho e por no chão para o moleque brincar .... No chão, as cartas do meu baralho estavam no chão.

Será que não passou pela cabeça que o chão é sujo? Que deveria ter perguntado se podia usá-lo e colocá-lo no chão?  Ainda bem que o menino não rasgou nem estragou nenhuma carta. Só massou uma ou outra, só isso, apenas isso. Mas, não vou falar que a viagem foi ruim, porque foi até divertida e bem legal, apesar do casal sem noção resolver ir em cima da hora e ainda com o filho mal educadíssimo!!!!

Não me leve a mal, você sabe que amo crianças, soi apaixonada por elas, mas quando são educadas. De qualquer forma, eu consegui me divertir e foi até uma das melhores performances que você teve se  é que você me entende ... Falando em “uma das melhores performances” ...

Você lembra uma vez que estávamos a sós na sua casa, (que seus pais me faziam sentir que era nossa, e que eram meus pais de coração) e você me pegou e me sentou na mesa de madeira e fizemos amor selvagem? Foi maravilhoso!!!! Inesquecível!!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Nenhum comentário: