Não
quero viver no passado
nem
viver de passado
mas
você
não sai da minha cabeça
tudo
tudo tudo que vivemos
não
consigo parar de pensar ...
O
nosso primeiro encontro
No
cinema em Botaofgo ...
A
conversa estava ótima.
O
Sonho de valsa e a serenata de amor
Que
você me deu e como não os comi na hora
Você
pegou um deles e comeu
Eu
fiquei pasma
Você
acabara de me dar os bombons
E
vai e come um só porque não o comi?
Enfim,
até ai , eu estava me “derretendo de amores“ por você
Mas,
você achou que ia conseguir um beijo
Só
porque me deu chocolate
Ou
achou que seu charme bastava para ganhar o meu coração?
Eu
havia dado a minha palavra para mim mesma, sim, me dei a palavra pois não
acredito em promessas ou juramentos.
Então,
eu dei a minha palavra para mim mesma que não ia beijá-lo no nosso primeiro
encontro.
Até
aí, eu estava mantendo a minha palavra.
Chegou
a hora do filme e fomos para a sala de cinema.
Não
lembro exatamente a hora que você tentou me beijar
Tentou
sim, lembra que eu ofereci meu rosto e você o beijou
Mas
Ao
sentir a sua boca na minha bochecha
Eu
me “derreti” de vez e não pude resistir
Seus
lábios pareciam ser divinos
E,
foi ai que eu te beijei
Confesso,
foi divino mesmo
E,
todos os beijos seguintes os foram
A
partir dessa sexta feira treze de dois mil e nove
Não
íamos nos desgrudar mais
Até
eu ter as minhas crises de autopiedade
E
achar que não o merecia e acabar nosso relacionamento
Mas
passava um tempo e meu coração gritava pelo seu nome
E,
eu o procurava e você me aceitava de novo em seus braços, que eram o meu lar.
Eu
nuca vou estar tão em casa como eu estava em seus braços.
E,
é um dos motivos que mais me arrependo.
Eu
me arrependo de não ter dito o terceiro "Não!", ou quantos “não” fossem
necessários dar ao passado. Mas, não consegui dar o terceiro “não”. E, eu me arrependo
disso.
Eu
me arrependo de não ter lhe dito que estava de conversa com o passado, que eu estava
lhe traindo. Eu sei, eu fui covarde e imatura. Eu fui leviana e infantil.
Mas,
eu não lamento a nossa história de amor, sim, foi amor o que eu senti e sinto
por você. Você tem todo o direito de duvidar e de me questionar, porém, foi
amor o que vivemos juntos por quase oito anos. Oito anos de um amor mais forte
que um tufão, tão poderoso quanto um ciclone e tão lindo como um trovão. Sim,
nosso amor foi um fenômeno. Os astros se alinharam e o universo conspirou ao
meu favor, só ao meu favor, porque eu acredito que para você tenha sido
devastador como um furacão. Eu não queria ser assim tão intensa contudo, é como
eu sou e eu já melhorei muito e se melhorei muito eu devo boa parte a você.
Com
você eu aprendi a observar e saber quando e como falar, saber me calar foi uma
das coisas mais difíceis. Entretanto, o mais difícil mesmo foi segurar a minha
raiva, mas eu tenho segurado muito a minha “onda” e não tenho demonstrado a
minha raiva, apesar de sentir e sentir muita. Só que até nesse momento, eu
lembro de você, como você nunca demonstrou raiva e sempre se portou como um lorde
e, isso era umas das coisas que me fez me apaixonar por você, seu cavalheirismo.
Eu lembro de como você era protetor, cuidadoso e atencioso . Quando nós andávamos
pelas ruas esburacadas desse nosso lindo e mal cuidado Rio de Janeiro, você me
apontava os buracos e as depressões das calçadas, porque sabia que eu era distraída
e podia tropeça ou até mesmo cair. Eu sempre pude contar com os seus cuidados.
Até quando eu passei mal e estava pondo “os bofes” “para fora”, você entrou no banheiro , e eu falei
com vergonha para você sair e você simplesmente pegou uma toalha umedeceu,
levantou meu cabelo e pôs a toalha no meu pescoço e ficou ali até todo o mal
estar se esvair de mim. Nunca ninguém havia cuidado de mi assim. Eu lembro de pequenos
detalhes. E, lembro da simples e singela rosa vermelha que você me deu ao me
pedir em namoro na Praça Saens Pena. Aquela rosa mudou as nossas vidas. Claro
que eu disse “sim”, como você pode ficar nervoso e preocupado se eu ia dizer
outra coisa? Tantas lembranças ...
Eu
lembro em Petrópolis que você ia sempre na frente como se correndo por estar
atrasado para um compromisso muito importante, enquanto bem atrás tirava foto
das flores, das borboletas e do céu. Era o único momento que me lembro de você
impaciente. Mas, era fofo, era até engraçado como você ficava irritado comigo
só porque eu queria tirar foto de tudo que eu achava belo. Afinal, estávamos aproveitando
um lindo fim de semana na bela Petrópolis, qual a pressa? Também lembro da
viagem que já começara mal antes mesmo de acontecer. Os seus amigos resolveram
viajar todos juntos e você se animou e eu claro, fiquei animadíssima.
Ainda
mais que eu sempre adorei seus amigos e amo viaja, juntando os dois só poderia
ser maravilhoso. Enfim, no início, inicio mesmo, não havia problema nenhum, Eram
eu , você, mais um casal e uma amiga, Até ai, perfeito. Pois, a casa tinha dois
quartos com camas de casal e um quarto com bicamas. Nenhum problema até que
outro casal resolver ir, mas além de ser mais duas pessoas ainda tinha o filho
desse casal que resolveu bem em cima da hora participar da viagem, Ai é que “o
bicho pegou”. Porque eu não estava entre os meus amigos, certo? Então, precisava
de privacidade para ir ao banheiro e não compartilhá-lo com os seus amigos. Tinha
o agravante de eu já ter parado no hospital e você estava comigo, então sabe
como foi grave, me viu at´´e de fralda .... Lembra? Eu tive infecção renal e
você dormia comigo no hospital? Enfim, foi ai que eu deveria ter sido mais
enfática ou nem ido para viagem com os seus amigos, afinal, não os meus amigos,
eram seus, não é mesmo?
Mas,
eu te falei que eu precisava ficar em uma das duas suítes visto que eu ia muito
ao banheiro ... Depois da infecção renal eu morria de medo. Bem, quando fora ver
quem ficava em qual quarto, você ao invés de explicar que era muito importante
que ficássemos em uma das suítes por eu ter histórico médico de infecção
urinária que evoluiu para uma infecção renal, não, você não se esforçou nem fez
nenhuma questão da gente ter privacidade e um banheiro só nosso. Eu tive que
quase desistir de ir pra você entender a gravidade do que u falava. Parecia ter
esquecido que me viu de fralda no hospital porque eu não segurava a urina ...
Enfim
você tomou uma atitude ao meu favor, até me surpreendi porque você sempre
ficava do lado dos outros, nunca do meu lado.
Você
falou que era importante, muito importante que ficássemos numa das suítes por
eu ter problemas de saúde, todos sabiam que eu havia parado no hospital, tanto
é que até perguntaram na ´poca se eles podiam me visitar. Eu só não quis por
estar de fralda e obviamente muito envergonhada. Voltando para viagem com os
seus amigos ... Finalmente você ficara do meu lado e conseguiu que ficássemos na
melhor suíte, a que ficava embaixo da casa, ao lado do estacionamento. Para mim
era o melhor quarto porque ficava afastado de certa forma da casa. Tínhamos mais
privacidade por não estarmos dentro da casa. A viagem só não foi excelente,
porque o filho dos seus amigos ficou me chutando na viagem ... Eu sem graça,
pedi para ir com você e o seu amigo no carro dele. A única questão, era o
calor, o carro não tinha ar condicionado e estava “um calor dos infernos”. Mas,
o seu amigo me ofereceu um ventilador portátil a pilha. Foi a salvação. Chegando enfim ao nosso destino, fomos ver os
quarts. Assim, que eu vi que uma das suítes ficava fora da casa eu fui correndo
te falar que era lá que íamos ficar.
E,
graças aos seres sagrados que foi exatamente onde ficamos.
Porém,
os problemas não haviam acabado. Claro qe não.
Quando
fomos para a cachoeira, a trilha era muito complicada, parte do caminho era
muito estreito e um dos seus amigos além de ter um filho pequeno (o que ficou
me chutando durante parte da viagem, me fazendo ter que mudar de carro e sair
do ar condicionado) ainda era obeso, logo teve mais dificuldade de passar por
esta parte do caminho. O que fez com que você entendesse minha impaciência e pedisse
para que fossemos na frente deles.
Eu
não me aguentava de calor, eu estava com muito medo da minha pressão fica mais
baixa do que já era e você mais uma vez parecia ter se esquecido disso. Eu tive
que relembrá-lo da minha pressão baixa e que pelo calor que fazia, o risco de
eu desmaiar era grande.
Finalmente
chegando na cachoeira, eu fiquei tão feliz que por um momento eu pude apreciar
a viagem com os seus amigos.
Apesar
de você parecer outra pessoa ao lado deles. Você parecia diferente porque eu
podia sentir você meio que esquecer dos meus problemas e isso te fazia ser desatento
as minhas necessidades, o que nada tinha a ver com você, visto que você sempre
foi sempre tão atencioso e cuidadoso comigo.
Enfim,
a cachoeira estava maravilhosa. Seu amigo esquecera o protetor solar e pediu o
meu emprestado, beleza, tudo bem, emprestei de boa. Mas, quando ele devolveu
estava todo lambuzado, Fiquei irritada e reclamei a falta de cuidado e você
claro, me achou errada. Gente, eu nunca lambuzei um protetor solar ao usá-lo,
qual a dificuldade em deixa-lo sem resquício de protetor solar? Na volta, fiz questão de ir com as duas meninas,
assim não ia ter nenhuma criança me chutando, nem eu derreteria de calor . Eram
as opções, ou ir no carro com os dois casais e uma criança má educada a beça ou
ir no carro do seu amigo sem ar
condicionando. A volta foi ótima, as meninas
estavam apaixonadas, era bonito de se ver. Já de volta na casa, fomos cada um
para os seu quartos, Eu vi que você estava doido pra tomar banho e eu estava de
boa, então, “deixei” você tomar banho primeiro.
Você
reparou que a janela do box estava quebrada e apareceu uma mariposa, por mim,
só seria um problema se aparecesse uma barata ou besouro. Uma mariposa não ia
ser problema.
Após
tomarmos nossos banhos (separados porque o box só dava uma pessoa. ... )
subimos para casa e fomos ajudar nos preparatórios do jantar. Um dos casais
estava na cozinha preparando a comida, enquanto nós e os outros tirávamos as
coisas da mesa e pegávamos toalha de mesa, pratos, talheres, copos e bebidas. Depois do jantar, que estava uma delícia,
uma bela macarronada, resolvemos jogar cartas. Eu desci para pegar os meus
baralhos. Estava tudo ótimo, até o moleque se meter no jogo, carraca, haja paciência!!!!!
O menino era muito, mas muito mal educado.
Estragou
o jogo. Tivemos que parar. O que mais me irritou, foi que um dos seus amigos ,
o padrinho do garoto, achou legal pegar o meu baralho e por no chão para o
moleque brincar .... No chão, as cartas do meu baralho estavam no chão.
Será
que não passou pela cabeça que o chão é sujo? Que deveria ter perguntado se
podia usá-lo e colocá-lo no chão? Ainda bem
que o menino não rasgou nem estragou nenhuma carta. Só massou uma ou outra, só
isso, apenas isso. Mas, não vou falar que a viagem foi ruim, porque foi até divertida
e bem legal, apesar do casal sem noção resolver ir em cima da hora e ainda com
o filho mal educadíssimo!!!!
Não
me leve a mal, você sabe que amo crianças, soi apaixonada por elas, mas quando
são educadas. De qualquer forma, eu consegui me divertir e foi até uma das
melhores performances que você teve se é
que você me entende ... Falando em “uma das melhores performances” ...
Você
lembra uma vez que estávamos a sós na sua casa, (que seus pais me faziam sentir
que era nossa, e que eram meus pais de coração) e você me pegou e me sentou na
mesa de madeira e fizemos amor selvagem? Foi maravilhoso!!!! Inesquecível!!!!
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