Carpe diem
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Carpe diem.
Carpe Diem é uma frase em Latim de um poema de Horacio, e é popularmente traduzida para colha o dia ou aproveite o momento. É também utilizado como uma expressão para solicitar que se evite gastar o tempo com coisas inúteis ou como uma justificativa para o prazer imediato, sem medo do futuro.
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Esta expressão pode ser encontrada em "Odes" (I,, 11.8) do poeta romano Horácio (65 - 8 AC), onde se lê:
Carpe diem quam minimum credula postero
Tu ne quaesieris, scire nefas, quem mihi, quem tibi
finem di dederint, Leuconoe, nec Babylonios
temptaris numeros. ut melius, quidquid erit, pati.
seu pluris hiemes seu tribuit Iuppiter ultimam,
quae nunc oppositis debilitat pumicibus mare
Tyrrhenum: sapias, vina liques et spatio brevi
spem longam reseces. dum loquimur, fugerit invida
aetas: carpe diem quamm minimum credula postero.
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Em suma, o "espírito" da frase pode ser entendido como aproveitar as oportunidades que a vida lhe oferece no momento em que elas se apresentam ou ainda "aproveitar a vida e não ficar apenas pensando no futuro".
Na literatura
Esta idéia foi popular na poesia inglesa nos séculos XVI e XVII, por exemplo, no livro de Robert Herrick, "To the Virgins", na poesia "to Make Much of Time" (para aproveitar o tempo ao máximo), que lê:
- "Gather ye rosebuds while ye may
- Colha seus botões de rosa enquanto podes).
Também interessantes são os versos atribuídos a um poeta chinês, da dinastia Tang, conhecedor de provérbios bastante parecidos com o que escreveu Herrick:
- 花開堪折直須折,莫待無花空折枝。
- colha a flor quando florescer; não espere até não haver mais flores, só galhos a serem quebrados
O Carpe Diem também está fortemente presente como característica marcante da escola árcade. A retomada à cultura greco-romana implica na presença desse lema árcade. A certeza da fugacidade do tempo e o apelo à fruição imediata dos prazeres, " Colha o dia". Colha o dia como se fosse um fruto maduro que amanhã estará podre. A vida não pode ser economizada para amanhã. Percebemos a presença desse lema em um trecho das Liras de Marília de Dirceu de Tomás Antônio Gonzaga:
- Que havemos de esperar, Marília bela?
- que vão passando os florescentes dias?
- As glórias que vêm tarde já vêm frias,
- e pode, enfim, mudar-se a nossa estrela.
- Ah! não, minha Marília,
- aprovei-te o tempo, antes que faça
- o estrago de roubar ao corpo as forças,
- e ao semblante a graça!
No Cinema
No filme "A Sociedade dos Poetas Mortos", O personagem de Robin Williams, Professor Keating, utiliza-a assim:
"Mas se você escutar bem de perto, você pode ouvi-los sussurar o seu legado. Vá em frente, abaixe-se. Escute, está ouvindo? - Carpe - ouve? - Carpe, carpe diem, colham o dia garotos, tornem extraordinárias as suas vidas."
A mensagem aqui é clara: de pouco ou nada adianta dar valor às coisas exageradas e dramáticas da vida. A felicidade pode e deve ser encontrada no simples, no humilde. Momento de dar valor ao que se pode alcançar e ao que já se conquistou, de valorizar o que se tem, ao invés de ficar desejando o que no momento não se pode ter. Ambição, afinal, é uma coisa boa. Mas demais é sobra. É uma arte e tanto ficar feliz com o que se tem!
Conselho: Dê valor ao que está ao seu redor. "
http://www.personare.com.br/tarot/tarot-do-dia/carta
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